Domingo, 24 de Outubro de 2004

A CARTA MEXIA DO BARALHO SANTANA

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A última quinta-feira foi o Dia 1 de Santana Lopes atirar a carta Mexia, o seu ás de trunfo, para cima da mesa. Foi de promoção festiva, iniciado com larga reportagem e entrevista na Visão até acabar em grande entrevista com Judite Sousa na RTP. Depois, tivemos o Dia 2, com o protagonismo no encerramento do Túnel do Rossio. Vamos ter, é claro, uma continuação de fartote da mesma carta a sair vezes sem conta de dentro da manga.

A Central de Formatação já mexe. Depois do desnorte incontrolável com a colocação dos professores e o início das aulas, mais a cascata de evidências sobre o plano de controlo da comunicação social e expressão de ideias rebeldes, depois dos desaires nas regionais das ilhas, o recurso ao ministro gestor vem no jeito mais favorável de esquece, passa à frente e muda o disco. António Mexia, mestre em camuflar a sua superficialidade em auditórios controlados e obedientes, usando o jargão modernista de frases feitas da linguagem de tecnocrata resoluto, aparece com o charme conveniente para dar uma imagem de competência, poder de resolução e modernismo liberal. Antigamente, a isto chamava-se “impressionar o burguês” (em francês, como era do bom tom da época), hoje, em linguagem mais comezinha, chamar-se-á “atirar poeira para os olhos”. Dito de uma ou outra forma, temos o populismo na sua evidência camuflada – o circunstancial e o fáctico na boca de cena, enquanto a essência, ela mesmo, vai passando devagarinho em mistura com o charme discreto dos interesses instalados.

Mas se a peça durar tempo suficiente para ter vários actos, ainda nos arriscamos a ter a parte macaca, quando Mexia, cuja ambição há-de perturbar o jogo prolongado de ser braço direito, disser para Santana – saí daí que quero o teu lugar, eu tenho maior cotação no mercado dos capitais políticos. Caso Santana não saiba isto, ele que tenha uma conversinha confidente com Pina Moura - o autor da criatura, aquele que deu o primeiro calor para chocar o ovo da serpente.
publicado por João Tunes às 18:06
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2 comentários:
De Joo a 26 de Outubro de 2004 às 17:41
Riso arriscado esse. Mais para nós que para o Presidente. Não acha?


De mfc a 25 de Outubro de 2004 às 18:21
Até me ria....
E o Sr. Presidente... não teria nada a dizer?


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