Sábado, 23 de Outubro de 2004

CONTRA A MARÉ

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Numa coisa apenas estou de acordo com o infeliz e problemático candidato a Comissário europeu, Sr. Buttiglione. É quando ele diz que devemos ter compaixão pelos gays. Eu tenho. Porque não gostam de uma das melhores coisas que há na vida de um homem – fazer amor com uma mulher. Tenho mesmo. Deles e dos castos.
publicado por João Tunes às 00:05
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3 comentários:
De mfc a 23 de Outubro de 2004 às 18:18
O pretenso moralismo dos castos é que me aborrece mais.
Os homos, que não é meu caso(poderei dizer felizmente?!) não impõem a sua orientação a outros.
Os castos já o fazem, exibindo uma superioridade que me incomoda.
Se eu disser que deixarei de urinar, chamar-me- ão tolo por certo.
Dizendo que serei casto, serei um tolo superior??


De Joo a 23 de Outubro de 2004 às 14:41
Calma que isso de retratar é muito solene. Já o fiz e não duvido que ainda o virei a fazer. Mas não neste caso. Não tenho qualquer monopólio do quer que seja, da compaixão muito menos. Nem dos preconceitos, de que tenho a minha conta. Assim, deixe-me ter compaixão para merecer que tenham compaixão de mim. E assim ajudamos todos à paz no mundo. Acho que o putativo Comissário levou pancada em demasia porque não foi julgado por actos práticos mas sim pela sinceridade de exprimir as suas convicções e por isso tem sido agredido por pensar diferente de uma certa "nova moralidade" que se quer como uniformemente adquirida. Respeito, e nada garante que o Comissário não o faça nas suas funções, a "diferença sexual" e aquilo que está consubstanciado nos usos, costumes e direitos consagrados. Mas respeitar os homos, não me retira o direito à felicidade por ser hetero, graças a deus. E, no caso, uma ou outra opção têm um conflito entre si. Conflito que deve ser gerido de forma a cohabitarem civilizadamente e não impositivamente. O que constato é que, passada a era da repressão aos homossexuais (condenável), o lobby gay quer agora que da aceitação e respeito pela diferença se passe a uma igualdade. E não julgo que ela exista. Ainda bem para mim, digo eu. E disse o Comissário, cuja utilização do termo "compaixão" foi exactamente uma expressão própria (o homem é católico-apostólico-romano) de assumir a sua "diferença" com o respeito máximo (compaixão) que as suas crenças lhe permitem para com uma outra, divergente e conflitual "diferença". E se ele não se retratou, ele que vai ser Comissário, porque havia eu de o fazer se não aceitei o convite que me dirigiram para ocupar o cargo? E se não sou Comissário, sem as vantagens que disso teria, ao menos que goze a folga de liberdade de dizer o que penso. Pelo menos aqui.


De Guedes a 23 de Outubro de 2004 às 06:17
Bolas... Complicada essa! Por que raio há de ser fazer «o amor» com uma mulher uma das melhores coisas da vida de um homem? E se uma das melhores coisas da vida de um homem for fazer «o amor» com outro homem? Temos que ter compaixão por esse homem? Pelo simples facto de não partilharmos o mesmo gosto? É aqui que nascem os principais preconceitos... João, retrata-te! Com todo o respeito...


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