Quarta-feira, 6 de Outubro de 2004

LITERATURA ÁRABE EM FRANKFURT

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A Feira do Livro de Frankfurt dedica este ano honras especiais ao livro árabe. Apesar do apoio da Liga Árabe, ficaram de fora a Líbia, Marrocos, Argélia, Kuwait e Iraque (embora participem alguns dos seus escritores). A representação árabe inclui 200 autores, artistas e políticos.

Alguns dados (obtidos no Público de hoje):

- A taxa de analfabetismo no mundo árabe ultrapassa os 50%.

- No Egipto, o mais populoso dos países árabes, só um a dois por cento têm o hábito de comprar livros.

- Num universo de 270 milhões de pessoas, traduzem-se, por ano, 300 livros estrangeiros. Durante um milénio, traduziram-se menos livros em todo o mundo árabe que em Espanha durante um ano.

- O único Nobel da Literatura árabe (o egípcio Mafhouz) foi esfaqueado em 1994 por blasfemar num dos seus livros.

- Cenário sobre a cultura árabe traçado pelo escritor egípcio Sonallah Ibrahim: Não temos teatros, cinemas, investigação, educação. Só temos festivais, conferências e mentiras.

Ali, a modernidade também há-de chegar. Mas a luta pela cultura no mundo árabe ainda é, hoje, empresa sobretudo para mártires.
publicado por João Tunes às 12:33
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