Quarta-feira, 29 de Setembro de 2004

A RETROACTIVIDADE DO SOFRIMENTO

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Uma trabalheira infernal isto de se ser gestor. Os suores, antes apanágio dos proletas de outras eras, transferiram-se agora para as frontes gastas dos gestores das andanças de agora. Uns autênticos novos escravos do bem comum. O mundo e a economia globalizaram-se, a empresa de hoje já é outra amanhã, uma dança com ritmo louco que gasta e desgasta os pobres gestores. Ninguém mais sofre como eles sofrem. Como se tanto não bastasse, há trabalhadores a mais em cada canto e por tudo quanto é sítio. Eles despacham, despacham, abatem, abatem, mas sobra sempre alguns trabalhadores a atrapalhar e que é preciso que não atrapalhem a economia. Muito menos, as finanças.

Leio a justificação de Mira Amaral para a choruda reforma da CGD. Leio também que a Comissão de Trabalhadores da Galp meteu a Procuradoria Geral da República ao barulho porque há por lá administradores, herança de António Mexia, que têm mais quinze e dezoito anos de antiguidade do que os anos de serviço à casa. Pelos vistos, está a ser hábito um gestor entrar ao serviço com antiguidade retroactiva.

Um escândalo e uma ilegalidade? Por quem sois, gestor sofre, justo será que descanse com menos sofrimento que aqueles que os gestores abatem ao serviço. O dourado da vida tem de recompensar os vencedores. Ai dos vencidos.
publicado por João Tunes às 16:37
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