Quarta-feira, 29 de Setembro de 2004

ALEX E OS COPTAS

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Longe de mim a intenção de discutir ou polemizar à volta de precisões teológicas. Muito menos com o amigo Alex que se mostra entendido na poda e corrigiu os dados que aqui apresentei num post (Nilo e Sinai - 29) sobre a religião copta praticada pela minoria cristã no Egipto.

No entanto, alertado pela chamada de atenção e não querendo dar guarida a falta de rigores que até podiam redundar num mau olhado ou perda de lugar na bancada da santidade eterna, fui conferir tudo direitinho. Da frente para trás e de trás para a frente. E conclui que acho que afinal não pequei na oração, presunção que se junta à certeza anterior de nunca, nesta matéria, ter pecado por intenção.

Confirmei e agora mantenho que a religião copta se consolidou na implantação do cristianismo no Egipto sob o manto protector do domínio romano no século IV dC (embora os cristãos se tenham refugiado no Egipto desde o início da sua perseguição pelos romanos), irradiando a partir de Alexandria, identificando o cristianismo como rotura com o paganismo egípcio e que, nomeadamente, levou a vários eventos de fortes marcas – adopção de um nova escrita (também chamada copta e que era uma miscelânea da antiga língua egípcia mais inspirações romanas e gregas, tinha o alfabeto grego como base e a substituir o uso dos hieroglíficos); adopção do cristianismo copta como religião oficial e em consonância com a sua adopção imperial pelos romanos; tentativa de destruição dos sinais da civilização egípcia pagã (de que hoje restam marcas na picagem de símbolos, inscrições e figuras em alguns templos e degradações provocadas pela utilização profana de alguns outros).

É na luta pela hegemonia entre Alexandria e Bizâncio, no quadro do Império Romano do Oriente, que se gera o cisma entre as duas igrejas, em que a orientação copta é considerada heresia sob pretexto da sua não aceitação do dogma da Santíssima Trindade (uma espécie de conceito do divino a três dimensões – Pai, Filho e Espírito Santo). A partir daqui, estabeleceu-se um papado autónomo em Alexandria que orienta esta confissão e que sobrevive até aos nossos dias mas que, no essencial, questão da Santíssima Trindade à parte, adopta uma concepção e um ritual com mais proximidades que diferenças relativamente ao catolicismo e às confissões ortodoxas.

No século VII dC dá-se a ocupação árabe e o processo de islamização. E são os árabes que criam o termo copta (de kopta) e que significa apenas “egípcio”, como forma de identificar o povo a dominar. A partir daqui, até aos nossos dias, o islamismo é adoptado como religião oficial egípcia (iniciando-se o período de minorização, com períodos de repressão, dos crentes coptas). A isto juntou-se a adopção do árabe como língua e escrita no Egipto e a marginalização da expressão copta falada e escrita.

Apesar de a maioria dominante árabe-egípcia/islâmica e a minoria egípcia/copta viverem muitos séculos em coexistência, existiram sempre tensões entre as duas comunidades e confissões. Um sinal disso é que se construíram mesquitas ao lado de todas as igrejas coptas, vincando a dualidade, e outro foi, com o aparecimento virulento do fundamentalismo islâmico no Egipto, a crispação e a intensidade de hostilidade para com os coptas que ainda é visível nos nossos dias e que deu lugar a migrações de muitos monges eremitas coptas para o deserto montanhoso da Península do Sinai (embora o principal símbolo religioso cristão ali – perto do cume do Monte de Moisés – seja o Mosteiro de Santa Catarina, cuja confissão é de filiação ortodoxa grega e onde vivem quarenta monges em permanência e todos eles cidadãos gregos).

Convido o Alex, que me “acusou” de falta de rigor em história religiosa, a fornecer dados contraditórios dos ora invocados. Caso contrário, ele deve dar o braço a torcer, confessando a fragilidade da sua contradita e que, se não me punha a pau, me podia valer ter de curtir imerecidamente penas no purgatório (o copta, segundo a lógica).
publicado por João Tunes às 11:21
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Terça-feira, 28 de Setembro de 2004

NA HORA DA TELMA

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Duas muito jovens amigas podem ser sentidas como muito antigas amigas? Podem. Se podem. Mesmo parecendo, nos tempos que correm, coisa dos antigamentes e passado de moda.

Hoje, desata-se o último nó de uma equipa profissional que conseguiu a suprema coincidência e raridade de juntar um punhado de bons amigos acicatados pela performance ao serviço da mesma empresa. O exemplo era bom demais. Disse-me, um dia, o presidente da dita cuja que o melhor é que, numa empresa, as pessoas não se liguem por amizade por assim ser mais fácil competir e produzir. Achava ele que a solidariedade baixava o rendimento e o preferível é a adrenalina de olhar o próximo como rival a ultrapassar. Talvez com a faca na liga, as empresas andem melhor, sobretudo na hora em que as pessoas são quase apenas custos. Mas o gajo era néscio e media tudo pela sua avareza de mando e assim queria selva à sua volta. Tão néscio e tão desmedido que agora anda por aí feito ministro santanete, arrastando cultivadores de imagem pela trela.

Poder é poder. Mesmo se mais impante que consistente. A equipa foi-se desfazendo, pingando do insuportável. As mais resistentes foram as minhas jovens e antigas amigas. Tão antigas quanto jovens. Mas não tardou que uma rumasse ao seu ninho tripeiro. Agora vai-se o último elo desgastado da equipa. Perde a empresa, acho eu, de entendimentos às avessas com os saberes e quereres de gestores feitos ministros, neste tempo de lustre fácil.

O que um gestor, e muito menos um ministro, não tem poder é para desfazer amizades que são sempre antigas pela sabedoria do sentir.

O melhor para vocês, jovens, antigas e queridas amigas. Há mais mundos no mundo. E o melhor no mundo faz-se com amizade e serão sempre os solidários os melhores feitores de um mundo melhor. O gajo é parvo.
publicado por João Tunes às 19:46
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APANHADOS

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Que conspiração animada pode inspirar estes pândegos, felizes de terem nascido?

Para mais, tratando-se, como se trata, de dois blogueiros veteranos (um deles, ferroviário na linha de Sintra e que assim está sob a alçada do Ministro dos Transportes; o outro, poeta da fotografia e que trabalha, com artes de torneiro emérito, as ternuras da alma), mais um outro que resiste à faena de escrever na blogosfera (e, tratando-se de um mestre da palavra, um egoísta de partilhas).

Se calhar, nada conspiram. Apenas gozam o contraponto entre os vícios expostos dos que blogam e a catrefa de “água lisa” que o ciber-renitente parece carregar nas costas como puritana e excessiva referência.

Que nunca me doam os braços de abraçar estes amigos e orgulhos meus.
publicado por João Tunes às 16:24
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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2004

CONTRADIÇÃO PRAGMÁTICA

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O contraditório é compatível com o estar político? Pois, e a coerência?

Alegrei-me com Alegre. A sua campanha deu-me alegria de esperança e de reencontro com os valores. Vivi Alegre como não pensava que isso já fosse possível. Para mais, num PS a quem apenas me liga o desconsolo de nele votar. Porque tudo o mais é bem pior e pelas piores razões.

Gostei que Sócrates ganhasse e pela maioria que foi. Porque quero libertar-me do pesadelo santanete e acho que ele é o capaz de tal missão. Esperando que, no PS, alguma coisa de alegre tenha restado.

Nenhuma coerência nisto. Apenas a vontade de substituir um sonho pela vontade de terminar um pesadelo.

Ai, a ditadura do pragmatismo… Um dia destes ainda vou tentar ser coerente. Procurando escapar das cornadas do neo-liberalismo pimba que nos governa. Vai ser possível?
publicado por João Tunes às 16:00
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Domingo, 26 de Setembro de 2004

NILO E SINAI (34 E ÚLTIMO)

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Fecho de ciclo de descoberta, de reencontro e de corte com a rotina. Hora de regressar. E o prazer de redescobrir o conforto da luz única de Lisboa. Mais a volta lenta da adaptação aos velhos ritmos e às velhas realidades. Regressar ao ninho, também e sobretudo. Mas não deixando de pensar na próxima fuga e no próximo banho de realidade alheia, fazendo com que o crepúsculo se confunda com o desejo de uma nova manhã, nunca esquecendo que o mundo é feito de muitos mundos.

Hora de nos lembrarmos que vivemos num país que, de desdita em desdita, é governado por um tal Santana Lopes; tem António Mexia como ministro e Luís Delgado como Mensageiro, Profeta e Gestor da Propaganda; os computadores derrotam as escolas, os professores, os jovens e os pais; a CGD é - mais que força bancária - um centro de reformas obscenas e de sinecuras para ministros desempregados; uma mãe assassina uma filha por uma questão de trocos de compras; as vítimas da Casa Pia continuam a esperar que haja um juiz disponível para julgar os seus abusadores; onde a Oposição foi a banhos. Um país que, de tão adiado, há-de acabar por acordar estremunhado. Se a preguiça da espera não lhe trouxer a senilidade da desistência e da apatia. E se os valores aguentaram tanto desperdício com o fútil, o inútil e o fascínio, novo-rico e selvagem, pelo neo-liberalismo.

Termino aqui as crónicas do Nilo e Sinai. Para não maçar os curiosos da blogosfera, vim para aqui, para este cantinho novo da Água Lisa. Foi sobretudo um exercício pessoal de prolongar uma experiência que me enriqueceu, deixando a sua partilha para uns quantos pacientes de curiosidade e de amizade que descobriram o rasto deste refúgio mal disfarçado. Foi expressão de uma obsessão maçadora, eu sei. Mas não tenho remorsos porque também foi um teste de resistência a companhias e amizades.

È altura de voltar ao prosaico da vida lusa. Blogando? Talvez. Como diz o outro, porque não? Sem motivos nem alegrias para o porque sim, acrescento.

(Foto de Pedro Tunes)
publicado por João Tunes às 15:05
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NILO E SINAI (33)

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Para os cristãos, judeus e muçulmanos, é impetuoso o apelo à identificação mítica e simbólica de subir os dois mil e quatrocentos metros do Monte Sinai, no centro da Península, e assistir a um dos mais celebrados nascer do sol em todo o mundo onde a lenda diz que Moisés recebeu as Tábuas dos Dez Mandamentos. Para quem joga fora destes baralhos religiosos, resta a grandeza estética da experiência. O que não é nada pouco.

A jornada exige estaleca e boa forma física. As estradas estão em mau estado e o trajecto é tormentoso na demorada aproximação. Significa uma noite perdida, o contacto com o frio intenso, a dura e demorada caminhada a pé (duas horas de subida e outras tantas de descida). Para que tudo esteja a postos no minuto em que a luz se anuncia no vermelho do horizonte, a bola de fogo solar dá origem à manhã e os montes se iluminam de um vermelho de grande profundidade e brilho.

O magnífico e antiquíssimo Mosteiro de Santa Catarina, ocupado por quarenta monges ortodoxos gregos, dá-nos uma riquíssima vista do espólio do cristianismo ortodoxo. Só por si, vale a pena dos trabalhos para lá se chegar.

(Foto de Pedro Tunes)
publicado por João Tunes às 15:02
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NILO E SINAI (32)

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Paraíso para os mergulhadores, Sharm el Sheik. A organização e os meios estão acessíveis. Com qualidade e responsabilidade. O desafio é permanente. A oportunidade convida, em apelo incessante.

Desenganem-se, porém, os que pretendam fazer praia por ali. Os acessos ao mar são escarpados, onde a rocha acaba, começam os corais. O atrevimento de entrar no mar pelo seu pé é castigado com as devidas marcas no corpo. A entrada naquele mar mais que apetecível só é recomendável de barco ou numa passadeira flutuante. Para praia, a opção egípcia está no Mediterrâneo, nas praias junto de Alexandria. O Mar Vermelho é coutada de mergulhadores, ou quase.
publicado por João Tunes às 14:58
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NILO E SINAI (31)

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Antes da ocupação israelita (guerra dos seis dias, década de sessenta no século XX), a Península do Sinai era, no Egipto, pouco mais que território dos nómadas berberes, zona de extracção mineral e refúgio para alguns monges cristãos. Israel transformou Sharm el Sheik num poderosa e estratégica posição militar (tendo em conta a proximidade com o tráfego pelo Canal do Suez e pela proximidade aos portos sauditas exportadores de petróleo) e em instância turística para gozo das delícias do Mar Vermelho.

Após a devolução do Sinai ao Egipto, Sharm el Sheik (cujas estruturas hoteleiras e de lazer haviam arrancado com os israelitas) tornou-se num pólo de crescente intensidade turística onde todas as grandes cadeias hoteleiras internacionais assentaram arraiais. Por um lado, Sharm el Sheik permitiu diversificar e complementar a oferta turística cultural do vale do Nilo, por outro lado permitiu manter o fluxo turístico, compensando as diminuições de procura do vale do Nilo desde os atentados terroristas em que os turistas foram os alvos. Entretanto, os berberes, afugentados do deserto montanhoso pela instabilidade e belicismo da região, sedentarizaram-se, na sua maioria, na costa norte e mediterrânica e em Sharm el Sheik onde se empregam nos trabalhos menos qualificados da prestação turística (similar ao ocorrido com os núbios do sul do vale do Nilo).

O principal pólo de atracção de Sharm el Sheik é constituído pelas águas quentes e transparentes do Mar Vermelho que se conjugam com a riqueza em corais a pouca profundidade (só com paralelo no mar australiano) e em espécies marítimas (mais de mil e quinhentas espécies diferentes de peixes de todas as cores, tamanhos e feitios). O mergulho é, ali, a forma de recreio mais procurada.

O deserto montanhoso do Sinai, constituído por uma miríade de montanhas rochosas com excelentes reflexos de luz e projectando uma vista magnífica sobre o Mar Vermelho, constitui ponto de diversidade de fruição e o Monte do Sinai (ou Monte Moisés), no centro da Península, complementado com a visita ao deslumbrante Mosteiro de Santa Catarina, permite que, entre dois mergulhos, o espírito fuja à rotina, desviando-se para a estética da natureza e da religião.

(Foto de Pedro Tunes)
publicado por João Tunes às 14:56
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NILO E SINAI (30)

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Terminada a primeira parte do programa, havia que rumar do Cairo para Sharm el Sheik, no extremo sul da Península do Sinai e na confluência dos golfos que se ligam ao Mar Vermelho, passando de África para a Ásia, na linha do Canal do Suez. Quinhentos quilómetros feitos de autocarro com vista para o recorte da costa ocidental da Península.

Também foi o adeus ao Nilo, ao deserto plano, às marcas de civilização milenar e à megacapital do Egipto. O Cairo deixara marcas agradáveis de recordação de uma cidade de muito mas digerível bulício, caótica mas agradável, moderna e o seu excelente e bem recheado Museu tinha proporcionado a vista fascinante dos interiores da sua extraordinária civilização, permitindo fruir a parte gémea das marcas vistas desde Assuão até Gizé. Lá, num Museu em que a demora de um minuto de apreciação de cada peça acarretaria que a visita demorasse nove meses, depositam-se os sinais de representação simbólica e estética de uma civilização num recuo de cinco mil anos na marcha do poder dos homens. Super star do Museu do Cairo é o recheio do túmulo de Tutankhamon, a parte mais visitada e mais célebre em todo o mundo. Este Faraó terá sido dos mais insignificantes em poder efectivo e em tempo de reinado. Faraó aos nove anos de idade, morreu aos dezoito e o mais importante que terá decidido foi mudar de nome – de Tutankhaton para Tutankhamon (afastando-se da tentativa monoteísta do seu antecessor de declarar Aton como deus único), o que, mesmo assim, não deve ter-se devido a algo mais que a pressão dos sacerdotes nada felizes com a simplificação das adorações. Tão insignificante foi o hoje celebérrimo Tutankhamon que o seu nome não consta nas listas reais egípcias e nem o túmulo (muito pequeno) que o recolheu no Vale dos Reis em Luxor lhe estava destinado (seria para uso de um alto funcionário – Ali – que vindo a tornar-se depois Faraó resolveu trocar a sepultura, julgando-se que em malandrice adicional à do envenenamento do jovem Tutankhamon). Tão insignificante era Tutankhamon e o seu túmulo, mais a ausência de referências na lista dos reis, que os saques sistemáticos, milénios fora, que limparam praticamente os recheios de todos os túmulos no Vale dos Reis, que o seu ficou ignorado e coberto pelas areias descarregadas sobre ele na procura dos túmulos mais valiosos. Só em 1922, por sorte, um arqueólogo consegue a proeza de encontrar o túmulo intacto e esquecido de Tutankhamon. O recheio impressionante de riqueza e de valor incalculável do túmulo de Tutankhamon serve sobretudo para permitir que a imaginação se solte no cálculo de como seriam os túmulos muito maiores de Faraós de grande importância (por exemplo, Ramsés II que reinou sessenta anos e com túmulo de enormes dimensões e com múltiplas câmaras e com decorações requintadas). Afinal, o saque e a sorte também podem servir para tornar o mais insignificante dos actores do poder em estrela da companhia.

A travessia do também célebre Canal do Suez foi pouco mais simbólica dado que se processou através de um túnel construído no fundo do Canal. Quando muito, serviu para confirmar que ele é estreito, tão curta no tempo foi a sua passagem. Retomado o contacto com a paisagem, o comboio pegado de navios em fila indiana a rumarem ao Mar Vermelho permitiu prever o intenso tráfego do Canal e calcular como serão importantes as receitas do mesmo para o cofre do orçamento do Egipto.

Descendo a costa ocidental da Península do Sinai, marginando o Golfo do Suez, o espectáculo muda de cenário e oferece-nos uma visão profundamente emotiva entalada entre a visão do azul magnífico do Mar Vermelho e a imponência do Deserto do Sinai todo constituído por altíssimas, inóspitas e rochosas montanhas de intensa luminosidade avermelhada (foi essa luminosidade que inspirou o baptismo de um Mar profundamente azul). Outro Egipto, ali. Rico em petróleo e em gás natural vê-se pelos sinais das explorações (sobretudo off-shore) em actividade. O que ajudou a entender como são diversificadas as fontes de riqueza do Egipto dos nossos dias. Fosse a riqueza melhor distribuída, houvesse democracia e liberdade, fosse o Islão capaz de se incorporar na modernidade e estivesse afastada a ameaça do fundamentalismo islâmico, os egípcios teriam boas razões para se alegrarem por ali terem nascido.

A chegada a Sharm el Sheik serviu também para desfazer o grupo excursionista que havia criado afinidades naquela semana de férias. A maioria terminava a visita egípcia ali e regressaria a Lisboa em voo directo, pouco tempo depois da chegada à estância balnear mais célebre daquelas paragens. A nós e a alguns outros, sobrava mais uma semana egípcia, agora dedicada mais ao relax que à cultura.

(Foto de Pedro Tunes)
publicado por João Tunes às 14:47
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Sábado, 25 de Setembro de 2004

NILO E SINAI (29)

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A religião copta já foi dominante. É uma heresia do catolicismo (por causa da miudeza da Santíssima Trindade). No resto, tudo igual ao culto apostólico romano.

Tem vindo a minorizar-se. Está sob fogo dos fundamentalistas islâmicos. Nota-se nos seus olhos, a névoa de uma minoria acossada. Lá vão ficando uns tantos resistentes, talvez porque não tenham abrigo de fuga como tiveram os judeus egípcios de que hoje só restarão uns cem em todo o Egipto.

(Foto de Pedro Tunes)
publicado por João Tunes às 01:24
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