Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2005

PELA MEMÓRIA

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Finalmente, na SIC, a série “Até amanhã, camaradas”. Dizem que a obra está mais que asseada. Se assim for, um documento imprescindível para conhecer a outra face da vida no fascismo. Claro que lá não poderão faltar os estereótipos da vida então vista do outro lado. Que talvez não sejam assim tantos que cheguem para contrabalançar os outros preconceitos do lado oposto e que vão branqueando o preço pago para termos esta liberdade. Liberdade, de cuja ausência total, só podendo gerar contrapontos, não nos é tão velha assim. O nosso passado numa memória. E nada como viver com a memória inteira. Sobretudo à atenção dos que, felizmente, nasceram (ou tomaram consciência de si) em democracia.
publicado por João Tunes às 13:30
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4 comentários:
De titas a 1 de Fevereiro de 2005 às 05:12
O livro, a série, a realização... um poema muito, muito belo, associado a uma emoção e orgulho de lágrimas regados, por quem viu ali retratada a vida de parte da sua família.

Gostei do blog. Parabéns.


De Guida Alves a 28 de Janeiro de 2005 às 19:04
Claro que também estou preparando um lonngo serão para ver a série. Pena começar tão tarde e pregarem-nos logo com três horas de enfiada! Pouco apelativo para quem tenha digestões difíceis...


De Joo a 28 de Janeiro de 2005 às 16:37
Com o devido respeito, está a antecipar (condicionar) factores de consideração à visão da obra em si. Que não entendo: então filmes de comunistas, televisões de sociais-democratas, livros de socialistas, pinturas de bloquistas, deviam ser metidos em quarentena durante a campanha eleitoral? Afinal, meros preconceitos globalizados a anteciparem-se a uma série fílmica sobre um romance. Não se arrepie, veja a série e fale depois dela no seu blogue. Deixe lá a censura prévia para as figuras sinistras que hão-de aparecer na série. E não nos faça de tão pobres, nós os cidadãos, ao nos supôr capazes de mudarmos o sentido de voto por causa desta aliança tenebrosa (ai, a pulsão global das cabalas!) entre Cunhal e Balsemão, com o Joaquim Leitão pelo meio.


De LuisC a 28 de Janeiro de 2005 às 13:40
um filme anti-fascista, escrito por um comunista, apresentado pela estação de televisão de um social-democrata, e tudo isto, em periodo de campanha eleitoral.


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