Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2005

CAMPOS DO MAL ABSOLUTO (2)

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E não resisto a também trazer para a ribalta este diálogo registado da caixa de comentários a um meu post de há dias:

Manuel Correia:
”Lembro-me que, ao lado e em baixo, numa das capitais da cultura alemã, havia quem fizesse por não ver... Quando lá fui, em 1999 (Capital Europeia da Cultura) havia «ainda» uma suite reservada para o Adolfo. Fiquei estupefacto. O que eu tinha ainda para aprender...”
Lutz:
”Estou chocado! Onde? Se isto for verdade, e não um malentendido seu – desculpe lá que coloco essa hipótese, mas parece-me tão incrível - então isso tem que ser dito bem alto e fazer escândalo! Um Hotel? É preciso denunciá-lo!”
Manuel Correia:
”A ascensão política e eleitoral de Hitler está ligada a Weimar, por via da malograda República do mesmo nome. Quando Hitler ia a Weimar, ficava no Hotel Elefante (anteriormente chamado Elefante Branco, ao que parece). O Hotel foi, mais tarde, reconstruído pelo poder nazi (correu que Hitler deu instruções precisas a esse respeito). O Furher proferiu alguns discursos de uma varanda do mesmo hotel, para a praça fronteira.Há fotos, filmes e gravações várias a esse respeito. Bem vê, a história da suite «eternamente» reservada para o furher (já) não «espanta» muito. Eu é que não a conhecia. Há alemães em Weimar que continuam a venerar aquele que associam, com uma nostalgia horripilante, à queda do império germânico, ao declínio da supremacia ariana, etc. Mas, como sabemos, saudosistas há-os em todo o lado. Se telefonar para o Hotel Elephant ou consultar a respectiva página de reservas na WWW, verá que a preferência de Hitler continua a ser assinalada como uma distinção importante e de carácter descaradamente promocional. Se, por absurdo, for a Weimar, entrar no Hotel Elephant e perguntar se pode reservar a suite «eternamente» reservada ao furher, o recepcionista, como calcula, estará a par de que Hitler não virá nunca mais. Se insistir, pode ser que consiga a tal suite por uma tarifa mais alta. Ossos do ofício, e do turismo. A mais ou menos 5 ou 6 Km de Weimar, no Campo de Concentração de Buchenwald (que o nosso anfitrião visitou e refere no post que desencadeou a nossa conversa), a polícia tem de apagar, de vez em quando, inscrições de bandos neo-nazis.”
Lutz:
”Obrigado pela informação. Fico enojado, mais ainda, porque acabei de perceber que o remédio, que tinha imaginado, ou seja publicitar o facto vergonhoso, teria o efeito contrário do que o pretendido, isto é, melhor negócio para o hotel ainda. Vou ver se encontro a página (ainda não encontrei a própria página do hotel), e se encontro algum indício de públicidade com o "Führer" nela, mandarei pelo menos uma queixa ao hotel mesmo e à câmara de Weimar. Cumprimentos envergonhados.”
publicado por João Tunes às 12:44
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2 comentários:
De Joo a 27 de Janeiro de 2005 às 17:23
Já introduzi a correcção no post.


De Lutz a 27 de Janeiro de 2005 às 17:10
Na re-leitura do meu commentário reparei num erro de síntaxe: O que queria dizer é: "...o remédio, que tinha imaginado, ou seja publicitar o facto vergonhoso, teria o efeito contrário do que o pretendido,..."
Lamento o erro, mas espero que a intenção do sentido ficou claro, apesar da sua inversão por engano...


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