Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2005

UM NOME: CASSANGE

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Anos a fio, a história, quase todas as histórias, esqueceram o Massacre de Cassange como o ponto crítico para o arranque do ciclo de guerra e destruição, prolongado, lacerado e traumático, ainda mais que inútil, que nos marcou o destino de que tínhamos de sair de África aos trambolhões, a matar enquanto o fascismo respirasse mas com o sinal da derrota escrito nas estrelas.

Enquanto os políticos, os escribas e os centuriões imperiais puderam, Cassange foi apagada na história, quando foi o grande sinal de que tudo ia arder. E, no entanto, sem saber e entender Cassange, o resto são episódios atribuídos a uma teimosia, ao acaso ou atirado para as costas da geo-estratégia. Porque, Cassange é a chave que explica que o colonialismo português não tinha, já não tinha há muito, nem com Galvão ou Delgado, reforma, sequer paz, que lhe valesse. Aquele estilo não tinha emenda, não era recuperável pelo acertar o passo. Adriano Moreira terá sido dos primeiros a não entender Cassange, os outros menos ainda.

Agradeço ao Mussele ter-nos avivado a memória.
publicado por João Tunes às 13:09
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