Terça-feira, 14 de Dezembro de 2004

SEPARAÇÃO AMOROSA

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Miguel Sousa Tavares foi certeiro, na TVI, quando disse, sobre este acordo eleitoral Santana/Portas, que nunca vira antes um anúncio de divórcio com promessa de novo e próximo casamento.

Além do mais, esta decisão representa uma visão peculiar sobre o eleitorado: deitem votos que as poucas vergonhas fazemos nós, e somos capazes de as fazer todas. Num vale-tudo eleitoralista, numa encenação de diferença que tem por fim único a contabilidade nas urnas.

Entre os dois partidos governantes, a campanha eleitoral vai ser uma espécie de espectáculo do género que há uns tempos se faziam no Coliseu: a luta livre combinada, em que o vencedor estava pré-determinado e ninguém se aleijava pois os golpes eram todos fingidos.

O populismo não conhece limites de decência. Uma vergonha. Mais uma. No caso, só merece a repugnância pela desonestidade política mais reles. Esta gente, se tivesse vestígio de vergonha, só devia fazer campanha na Feira do Relógio, a Catedral da contrafacção.
publicado por João Tunes às 22:45
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