Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2005

NÃO PODEM PASSAR

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A última bomba da ETA em Madrid volta a colocar a questão do terrorismo em regimes democráticos. E das dificuldades políticas em lidar com ele. Ou seja, quando se cai na ilusão que um bando terrorista, devido à sua patologia, pode ser contornado para além do caso de polícia que é.

Desde o 11 de Março, que a ETA aparentava estar ou em extinção ou adormecida. Nem uma coisa nem outra, como se vê. Debilitada, talvez, e sobretudo porque França deixou de ser-lhe um santuário seguro. Mas também a viver do crédito de benevolência que Aznar lhe meteu na conta da opinião pública pela pressa mentirosa em acusar a organização da autoria da matança de 11 de Março.

O Estatuto Basco que foi uma jogada anti-constitucional do PNV, também foi uma cartada provocatória que contou com a aliança do Batasuna (marionete política da ETA) e, desse modo, relançou a velha aliança entre os nacionalismos bascos – os serôdios e os da bomba. Acabou por ser, como se vê, uma forma de incentivo à reentrada em cena da violência criminal.

O governo Zapatero demonstrou firmeza a lidar com a provocação do PNV. Mais firmeza precisará ao lidar com o terrorismo que tenderá em crescer (até em relação directa com o seu desespero). A mão estendida a assassinos só traz mais sangue para cima da mesa.
publicado por João Tunes às 12:36
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